Introdução

A Direção Regional de Cultura do Centro pro­põe um ci­clo de ini­ci­a­ti­vas que abrange as­pe­tos de po­lí­tica mu­se­o­ló­gica e ques­tões re­la­ti­vas ao Património Imaterial, sem es­que­cer os mo­men­tos co­me­mo­ra­ti­vos do Dia Internacional de Monumentos e Sítios e o Dia Internacional dos Museus. É, na sua de­se­jada glo­ba­li­dade, uma opor­tu­ni­dade de au­to­es­cla­re­ci­mento con­ce­tual, um tra­ba­lho de iden­ti­fi­ca­ção e or­de­na­ção de pri­o­ri­dade bem como a de­fi­ni­ção das con­di­ções e dos ob­je­ti­vos de in­ter­ven­ção político-cultural. Se o pas­sado pre­cisa de nós para con­ti­nuar vivo, é sem­pre no pre­sente, num pro­cesso de re­cons­tru­ção par­ti­cu­lar­mente exi­gente e em mo­dos mais ou me­nos frag­men­tá­rios que de­fi­ni­mos no­vas vi­sões do pas­sado. A va­lo­ri­za­ção da ima­te­ri­a­li­dade sig­ni­fica que a he­rança cul­tu­ral não se re­duz ao es­crito, ao for­mal, ao aca­dé­mico mas que per­ma­nece viva na trans­mis­são oral e em prá­ti­cas er­ran­tes de me­mó­ria in­di­vi­dual e me­mó­ria co­le­tiva. O Museu é um Lugar: ins­ti­tui e sub­verte câ­no­nes, aco­lhe e pro­jeta, dis­ci­plina, fo­menta a cri­a­ti­vi­dade, re­con­verte olha­res. Os Dias con­sa­gram, ce­le­brando, a ne­ces­si­dade de co­me­mo­ra­ção, essa ne­ces­si­dade me­ta­fí­sica que se tor­nou po­lí­tica. Afinal, é da re­la­ção com o Tempo, quer di­zer: com o enigma ir­re­sol­vido do nosso Caminho, que aqui se trata – a par­tir dos nos­sos pro­ble­mas mais ins­tan­tes e de al­gu­mas das nos­sas ur­gên­cias cul­tu­rais e políticas.

António Pedro Pita
Diretor Regional de Cultura do Centro

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