Em 2006, o projecto “Caixa para guardar o vazio” de Fernanda Fragateiro, patente na Galeria de Arte do Teatro Municipal da Guarda, mereceu menção honrosa pela inovação e transdisciplinaridade, na área do design e da arquitectura, atribuída pelo prémio “Outros Mercadus — Arquitectura/Espaços Efémeros ‘06”, uma iniciativa de Outros Mercadus, Ordem dos Arquitectos e Centro Português de Design.
Em 2007, a Assírio & Alvim, editou o livro em referência, consolidando o projecto premiado.
“Nesta obra de Fernanda Fragateiro, todos os pontos materiais performizados são corpos reais de materialidade distinta. O corpo descreve a geometria espacial num campo de acção aberto, imprevisível e em constante renovação. A distribuição do corpo no espaço e no tempo é condicionada pela sua corporalidade e campo gravitacional específico, e a potencialidade cinestésica da obra é activada por um corpo que se reinventa como figura através do espaço desdobrado e aberto. As relações de espaço-tempo entre os planos espaciais, estes e o corpo e o seu movimento, e a sua expressividade caracterizam a circunstância de produção, temporalidade [permanência] e recriação da espacialização do espaço não-preenchido: o vazio é um lugar desocupado pelo corpo. A representação do espaço torna-se uma construção. O corpo designa uma realidade material e conceptual, e um dos aspectos mais críticos da sua importância para o entendimento da realidade é a relação entre ele e o que realmente existe.” Disponível em http://www.wook.pt/ficha/caixa-para-guardar-o-vazio/a/id/195104, acedido em 28.Julho.2011.
